Saiba como se proteger do coronavírus (COVID-19)
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Saiba como se proteger do coronavírus (COVID-19)

O coronavírus detectado na China, conhecido como SARS-CoV-2, e que dá origem à infecção COVID-19, tem provocado um elevado número de casos de infecção respiratória, já que pode ser facilmente transmitido por tosse e espirro, através das gotículas de saliva e das secreções respiratórias.

Os sintomas da COVID-19 são parecidos com os de uma gripe comum, podendo levar ao surgimento de tosse, febre, falta de ar e dor de cabeça. Uma vez que ainda não se conhece muito sobre a forma de atuação do vírus, as recomendações da OMS são que qualquer pessoa com sintomas que tenha estado na China, Itália ou outros lugares com grande número de casos, ou que tenha entrado em contato com alguém que possa estar infectado, entre em contato com as autoridades de saúde, para saber como proceder.

Cuidados gerais para se proteger do vírus

Quanto às pessoas que não estão infectadas, as orientações são especialmente de tentar se proteger contra uma possível contaminação. Essa proteção pode ser feita através de medidas gerais contra qualquer tipo de vírus, que incluem:

  1. Lavar frequentemente as mãos com água e sabão por, pelo menos, 20 segundos, especialmente depois de estar em contato com alguém que possa estar doente;
  2. Evitar frequentar locais públicos, fechados e com muita gente, como shoppings ou academias, preferindo ficar em casa o máximo de tempo possível;
  3. Cobrir a boca e nariz sempre que precisar tossir ou espirrar, utilizando um lenço descartável ou a roupa, por exemplo;
  4. Evitar tocar os olhos, nariz e boca;
  5. Utilizar máscara de proteção individual se estiver doente, para cobrir o nariz e a boca sempre que precisar estar num local fechado ou com outras pessoas;
  6. Não compartilhar objetos pessoais que possam estar em contato com gotículas de saliva ou secreções respiratórias, como talheres, copos e escovas de dentes;
  7. Evitar o contato com animais selvagens ou qualquer tipo de animal que pareça estar doente;
  8. Manter os ambientes fechados bem arejados, abrindo a janela para permitir a circulação de ar;
  9. Cozinhar bem os alimentos antes de ingerir, especialmente carne, e lavar ou retirar a casca de alimentos que não precisem ser cozinhados, como frutas.

Assista o vídeo seguinte e entenda melhor como acontece a transmissão do coronavírus e como se proteger:

1. Como se proteger em casa

Durante uma situação de pandemia, como está acontecendo com a COVID-19, é possível que seja recomendado ficar em casa o máximo de tempo possível, para evitar o aglomerado de pessoas em locais públicos, já que isso pode facilitar a transmissão do vírus.

Nesses casos, é muito importante ter alguns cuidados mais específicos dentro de casa para proteger toda a família, que incluem:

  • Retirar os sapatos e roupas na entrada de casa, principalmente caso se tenha estado em um local público com muitas pessoas;
  • Lavar as mãos antes de entrar em casa ou, caso não seja possível, imediatamente após entrar em casa;
  • Limpar regularmente as superfícies e objetos que são mais utilizados, como mesas, balcões, maçanetas, controles remotos ou celulares, por exemplo. Para a limpeza pode ser usado o detergente normal ou uma mistura de 250 ml de água com 1 colher de sopa de água sanitária. A limpeza deve ser feita com luvas;
  • Lavar as roupas utilizadas no exterior ou as que estejam visivelmente sujas. O ideal é lavar na temperatura mais alta recomendada para o tipo de tecido de cada peça. Durante este processo é aconselhado usar luvas;
  • Evitar compartilhar pratos, talheres ou copos com os familiares, incluindo dividir comida;
  • Evitar o contato muito próximo com os familiares, especialmente com aqueles que precisam ir regularmente a locais públicos, evitando beijos ou abraços durante períodos de maior epidemia.

Além disso, é importante manter todos os cuidados gerais contra vírus, como cobrir o nariz e a boca sempre que for preciso tossir ou espirrar, assim como evitar o aglomerado de muitas pessoas dentro do mesmo cômodo da casa.

Caso exista alguma pessoa doente dentro de casa é muito importante ter medidas extra de prevenção, podendo até ser necessário colocar essa pessoa num quarto de isolamento.

Como preparar um quarto de isolamento em casa

O quarto de isolamento serve para separar pessoas doentes dos restantes familiares saudáveis, até que seja dada alta por um médico ou até que seja feito um teste para coronavírus com resultado negativo. Isso porque, como o coronavírus causa sintomas semelhantes a uma gripe ou resfriado, não existe forma de saber quem pode estar de fato infectado ou não.

Este tipo de quarto não precisa de preparação especial mas deve ter sempre a porta fechada e a pessoa doente não deve sair do cômodo. Caso seja necessário sair para ir ao banheiro, por exemplo, é importante que seja utilizada uma máscara para que a pessoa se movimente nos corredores da casa. No final, o banheiro deve ser limpo e desinfectado de cada vez que é utilizado, principalmente o vaso, chuveiro e a pia.

No interior do quarto, a pessoa deve também manter os mesmos cuidados gerais, como usar um lenço descartável para cobrir a boca e o nariz sempre que precisar tossir ou espirrar e lavar ou desinfectar as mãos frequentemente. Qualquer objeto que seja utilizado no interior do quarto, como pratos, copos ou talheres deve ser transportado com luvas e lavado imediatamente, com água e sabão.

Além disso, se uma pessoa saudável precisar entrar no quarto deve lavar as mãos antes e depois de estar no quarto, assim como utilizar luvas e máscara descartáveis.

Quem deve ser colocado no quarto de isolamento

O quarto de isolamento deve ser utilizado para pessoas que estejam doentes com sintomas leves, ou moderados, que possam ser tratados em casa, como mal-estar geral, tosse e espirros constantes, febre baixa ou coriza, por exemplo.

No caso de a pessoa apresentar sintomas mais graves, como febre que não melhora ou dificuldade para respirar, é muito importante entrar em contato com as autoridades de saúde e seguir os conselhos dos profissionais. Se for indicado ir ao hospital, deve-se evitar usar os transportes públicos e sempre usar uma máscara descartável.

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2. Como se proteger no trabalho

Durante períodos de pandemia, como acontece com a COVID-19, o ideal é que o trabalho seja feito a partir de casa sempre que possível. Porém, nas situações em que isso não é possível, existem algumas regras que ajudam a diminuir o risco de pegar o vírus no local de trabalho:

  • Evitar o contato próximo com os colegas de trabalho através de beijos ou abraços;
  • Pedir para que trabalhadores doentes fiquem em casa e não se desloquem para o trabalho. O mesmo se aplica para pessoas que apresentem sintomas de origem desconhecida;
  • Evitar o aglomerado de muitas pessoas em cômodos fechados, por exemplo, no refeitório, fazendo turnos com poucas pessoas para almoçar ou lanchar;
  • Limpar regularmente todas as superfícies do local de trabalho, principalmente mesas, cadeiras e todos os objetos de trabalho, como computadores ou telas. Para fazer a limpeza pode ser utilizado um detergente normal ou uma mistura de 250 ml de água com 1 colher de sopa de água sanitária. A limpeza deve ser feita com luvas descartáveis.

A estas regras devem ser adicionados os cuidados gerais contra qualquer tipo de vírus, como manter as janelas abertas sempre que possível, para permitir a circulação do ar e limpar o ambiente, por exemplo.

3. Como se proteger nos locais públicos

Assim como no caso do trabalho, os locais públicos também só devem ser utilizados sempre que for indispensável. Isso inclui ir ao mercado ou à farmácia, para comprar mantimentos ou remédios, por exemplo.

Outros locais, como shoppings, cinemas, academia, cafés ou lojas devem ser evitados, já que não são considerados bens de primeira necessidade e podem levar ao acúmulo de pessoas.

Ainda assim, caso seja preciso ir a algum local público é importante ter alguns cuidados mais específicos, como:

  • Ficar o mínimo de tempo possível no local, saindo imediatamente após terminar a compra;
  • Evitar utilizar as maçanetas das portas com as mãos, usando o cotovelo para abrir a porta sempre que possível;
  • Lavar as mãos antes de sair do local público, para evitar contaminar o carro ou a casa;
  • Dar preferência para horários com menos gente.

Locais públicos ao ar livre e com boa ventilação, como parques ou jardins, podem ser utilizados com segurança para passear ou fazer exercício físico, mas é aconselhado evitar participar em atividades de grupo.

O que fazer em caso de suspeita

É considerada suspeita de infecção pelo novo coronavírus, o SARS-CoV-2, quando a pessoa:

  • Esteve há menos de 14 dias em países com grande número de casos, como China, Itália, Irã ou Coreia do Sul e apresenta sintomas de febre alta, tosse persistente e falta de ar;
  • Teve em contato com casos confirmados de COVID-19 e apresenta sintomas da infecção, como tosse intensa, falta de ar e febre alta.

Nesses casos é recomendado que a pessoa informe o hospital da região ou um posto de saúde através do telefone e siga as orientações. Caso seja indicado ir ao hospital para fazer exames e confirmar o diagnóstico, é importante ter alguns cuidados para evitar passar o possível vírus para outras pessoas, como:

  • Usar máscara de proteção;
  • Cobrir a boca e o nariz com lenço de papel sempre que precisar tossir ou espirrar, descartando no lixo após cada utilização;
  • Evitar o contato direto com outras pessoas, através do toque, beijos ou abraços;
  • Lavar as mãos antes de sair de casa e assim que chegar ao hospital;
  • Evitar usar transporte público para ir ao hospital ou posto de saúde;
  • Evitar estar em ambientes fechados com outras pessoas.

Além disso, é importante avisar as pessoas que estiveram em contato próximo nos últimos 14 dias, como familiares e amigos, sobre a suspeita, para que essas pessoas também possam ficar atentas ao surgimento de sintomas.

No hospital, a pessoa com suspeita de COVID-19 será colocada em um local isolado para evitar que o vírus se espalhe e, em seguida, serão feitos alguns exames de sangue, como o PCR, análise de secreções respiratórias e tomografia de tórax, que servem para identificar o tipo de vírus que está causando os sintomas, saindo do isolamento apenas quando o resultado dos exames for negativo para COVID-19.

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É preciso utilizar máscara?

A máscara descartável não é obrigatória para toda a população, mas está indicada para pessoas doentes que precisam se deslocar para o hospital ou outro local público, como o posto de saúde ou a farmácia. Isso porque, a máscara protege as pessoas em redor de entrar em contato com gotículas que podem ser liberadas durante a tosse ou espirro.

Já pessoas aparentemente saudáveis, não precisam utilizar máscara, já que existem outras medidas de higiene mais importantes e eficazes, como lavar as mãos regularmente com água e sabão, evitar o contato próximo com pessoas aparentemente doentes e evitar tocar com as mãos no rosto.

Ainda assim, se se optar pelo uso de uma máscara, a máscara do tipo “máscara cirúrgica” é suficiente nos locais que não possuem um elevado número de casos, já que essas máscaras cobrem o nariz e a boca, evitando que as gotículas de espirros e tosse não fiquem espalhadas pelo ar.

No entanto, nas regiões de maior risco de infecção, em que já pode existir uma elevada carga viral no ar, é importante utilizar outro tipo de máscaras especiais, do tipo N95, N100, FFP2 ou FFP3, além de óculos de proteção, para proteger os olhos. Este tipo de proteção geralmente é usada nos locais com maior número de casos ou pelos profissionais de saúde no hospital, quando em contato direto com doentes infectados.

Como se pega coronavírus

Os tipos de vírus da família coronavírus podem infectar animais, como camelos, morcegos ou cobras, e os primeiros casos de COVID-19, de fato, foram identificados em pessoas que tiveram contato com animais selvagens. Por isso acredita-se que esse vírus tenha sofrido uma mutação e passado para as pessoas através destes animais. 

Entretanto, muitas pessoas infectadas com o novo coronavírus não estiveram em contato com esses animais, porém estiveram próximas de pessoas infectadas pelos animais, confirmando que é possível a transmissão de pessoa para pessoa por meio da inalação de gotículas respiratórias e contato com pessoas infectadas.

Assim, e à semelhança do que ocorre com a gripe, é importante tomar medidas de proteção como lavar frequentemente as mãos, evitar colocar as mãos nos olhos, nariz e boca, assim como evitar locais públicos com muita gente.

Quanto tempo o SARS-CoV-2 sobrevive

De acordo com algumas pesquisas já realizadas, foi verificado que o SARS-CoV-2, o novo vírus da China, é capaz de sobreviver em algumas superfícies por até 3 dias, no entanto, esse tempo pode variar de acordo com o material e as condições do ambiente.

Assim, de forma geral o tempo de sobrevivência do vírus que causa a COVID-19, parece ser:

  • Plástico e aço inoxidável: até 3 dias;
  • Cobre: 4 horas;
  • Papelão: 24 horas;
  • No ar, após tosse ou espirro: até 3 horas.

Estes estudos sugerem que o contato com superfícies infetadas também pode ser uma forma de transmissão do novo coronavírus, no entanto são necessárias mais investigações para confirmar essa hipótese. De qualquer forma, é necessário adotar medidas de precaução, como lavagem das mãos, uso de álcool gel e desinfeção frequente das superfícies que possam estar infetadas. Essa desinfeção pode ser feita com detergentes normais, álcool 70% ou uma mistura de 250 ml de água com 1 colher de sopa de água sanitária.

Assista o vídeo seguinte e confira a importância destas medidas na prevenção de uma epidemia por vírus:

Como o vírus afeta o corpo

O coronavírus que causa o COVID-19, conhecido como SARS-CoV-2, foi descoberto recentemente e, por isso, ainda não se sabe ao certo o que pode causar no corpo.

No entanto, é conhecido que, em alguns grupos de risco a infecção pode causar sintomas bastante intensos que podem colocar a vida em risco. Esses grupos incluem pessoas com o sistema imune mais enfraquecido, como:

  • Idosos acima dos 65 anos;
  • Com doenças crônicas como diabetes, problemas respiratórios ou cardíacos;
  • Com insuficiência renal;
  • Que fazem algum tipo de tratamento que afete o sistema imune, como quimioterapia;
  • Que foram submetidas a transplantes.

Nestes grupos, o novo coronavírus parece causar sintomas parecidos aos de pneumonia, síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS) ou síndrome respiratória aguda grave (SARS), que precisam de tratamento intensivo no hospital.

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